Pesquisa nacional aponta crescimento dos furtos no varejo farmacêutico e reforça preocupação com a segurança de pacientes, profissionais e da cadeia de medicamentos
Redação Provalfar
O varejo brasileiro perdeu R$ 42,1 bilhões em 2025 em decorrência de furtos, fraudes, erros operacionais, rupturas e outros fatores que impactam diretamente os resultados das empresas. Os dados são da 9ª Pesquisa Abrappe de Prevenção de Perdas no Varejo Brasileiro, considerada uma das principais referências do setor na América Latina. O levantamento mostra que as perdas cresceram em ritmo superior ao faturamento do varejo, evidenciando um cenário de crescente preocupação para os estabelecimentos comerciais.
Entre os diversos segmentos analisados, o setor farmacêutico chamou atenção por um motivo específico: o aumento dos furtos de medicamentos. Embora o índice geral de perdas em farmácias e drogarias tenha permanecido estável em 1,24%, a pesquisa identificou crescimento das ocorrências envolvendo produtos de alto valor agregado, especialmente medicamentos da categoria GLP-1 utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes. Segundo a Abrappe, o varejo farma foi diretamente afetado pelo aumento dos furtos, fenômeno que vem sendo observado em diferentes regiões do país.
O cenário preocupa não apenas pelo prejuízo financeiro. Medicamentos furtados podem ser revendidos fora dos canais regulares de comercialização, sem qualquer garantia de armazenamento adequado, controle de temperatura, rastreabilidade ou procedência. O risco se torna ainda maior quando envolve produtos de alto custo e grande demanda, como as canetas injetáveis para tratamento da obesidade. Além das perdas econômicas, a circulação irregular desses medicamentos pode representar ameaça à segurança sanitária da população.
Os dados reforçam a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção de perdas nas farmácias, com investimentos em monitoramento, controle de estoque, rastreabilidade e medidas de segurança voltadas especialmente para medicamentos de maior valor comercial. Para o setor farmacêutico, o avanço dos furtos representa não apenas um prejuízo financeiro para as empresas, mas também uma preocupação sanitária e de segurança, com potencial para afetar pacientes, comprometer a integridade da cadeia de medicamentos e expor farmacêuticos e demais trabalhadores do varejo farmacêutico a situações cada vez mais frequentes de risco durante ações criminosas dentro dos estabelecimentos.
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