PISO SALARIAL DOS FARMACÊUTICOS

Câmara dos Deputados reacende debate sobre piso salarial dos farmacêuticos e categoria é chamada a participar da discussão

Publicação oficial da Câmara dos Deputados nas redes sociais volta a colocar em pauta o piso salarial nacional dos farmacêuticos. Categoria aguarda relatório favorável do deputado Hildo Rocha (MDB-MA) na Comissão de Finanças e Tributação (CFT)

Redação Provalfar

Atualizada em
13
/
06
/
2026
11:37

O debate sobre a criação de um piso salarial nacional para farmacêuticos voltou ao centro das discussões neste sábado (13), após a Câmara dos Deputados publicar em seu perfil oficial no Instagram um conteúdo questionando os impactos econômicos da proposta e seus reflexos para pequenas empresas e gestores públicos.

A publicação faz referência às discussões realizadas na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), onde representantes do setor farmacêutico, entidades patronais e parlamentares apresentaram argumentos favoráveis e contrários ao Projeto de Lei nº 1.559/2021, que estabelece o piso nacional da categoria. O tema é acompanhado de perto por milhares de farmacêuticos em todo o país, que aguardam a apresentação do relatório do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), relator da matéria na comissão.

Durante a audiência pública, representantes da categoria defenderam que o piso salarial representa uma medida de valorização profissional e de correção de distorções históricas observadas em diversas regiões do país. Foram apresentados exemplos de concursos públicos e processos seletivos com remunerações consideradas incompatíveis com a formação e a responsabilidade técnica exigidas do farmacêutico, incluindo editais com salários próximos de R$ 2 mil em municípios com elevada capacidade econômica.

Outro ponto destacado pelos defensores do projeto foi que parte significativa dos profissionais já recebe remuneração próxima ou superior ao valor proposto, especialmente nos grandes centros urbanos. Também foi ressaltado que o impacto projetado para estados, municípios e União seria relativamente reduzido quando comparado ao orçamento total da saúde pública. Além disso, entidades farmacêuticas argumentam que a proposta possui previsão de fonte de custeio e que o trabalho desenvolvido pelos farmacêuticos gera economia ao sistema de saúde, reduzindo desperdícios, promovendo o uso racional de medicamentos e contribuindo para melhores resultados clínicos da população.

Por outro lado, representantes do setor empresarial manifestaram preocupação com os efeitos da medida sobre farmácias independentes e pequenos estabelecimentos, especialmente em regiões onde a remuneração média da categoria ainda é inferior ao valor previsto no projeto. As entidades patronais alegam que a elevação dos custos trabalhistas poderia afetar a sustentabilidade financeira de parte dessas empresas.

A discussão, entretanto, está longe de ser apenas econômica. Para lideranças farmacêuticas, o debate envolve reconhecimento profissional, segurança assistencial e valorização de um profissional cada vez mais presente nas políticas públicas de saúde, na assistência farmacêutica, nos serviços clínicos e na promoção do uso seguro de medicamentos.

Com a matéria em fase decisiva na Comissão de Finanças e Tributação, a participação da categoria ganha importância estratégica. A publicação da Câmara dos Deputados abriu espaço para comentários da sociedade e dos profissionais diretamente impactados pela proposta. Entidades farmacêuticas defendem que este é um momento importante para que farmacêuticos de diferentes regiões do país relatem suas experiências, remunerações, desafios enfrentados e a realidade da profissão, contribuindo para ampliar a visibilidade do tema perante parlamentares e a sociedade.

A expectativa agora recai sobre a apresentação do parecer do deputado Hildo Rocha (MDB-MA). Caso o relatório seja favorável e aprovado pela comissão, o projeto avançará para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

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