Projeto avança na Câmara dos Deputados, mas ainda depende da comprovação de viabilidade financeira, especialmente no setor público
Redação Provalfar
A mobilização marcada para o dia 25 de março, em Brasília, ocorre em torno de uma das principais dúvidas da categoria farmacêutica: o que ainda falta para que o piso salarial nacional se torne realidade?
O Projeto de Lei nº 1.559/2021, que trata do tema, já superou etapas iniciais de tramitação, mas atualmente se encontra em análise na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. É nesse ponto que a proposta passa por um dos filtros mais relevantes do processo legislativo.
Na prática, isso significa que o projeto precisa demonstrar que é financeiramente viável.
A análise envolve a estimativa de impacto do piso salarial nas contas públicas, considerando principalmente sua implementação no setor público, onde estados, municípios e a União seriam diretamente afetados. Esse é um dos pontos mais sensíveis, já que qualquer aumento de despesa precisa estar compatível com as regras fiscais vigentes.
Sem essa comprovação, o projeto tende a enfrentar dificuldades para avançar nas próximas etapas.
Além da análise na Comissão de Finanças e Tributação, o texto ainda precisa seguir o trâmite legislativo regular, que inclui votação na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania e, posteriormente, no plenário do Senado ou nas comissões do Senado, dependendo da definição da mesa diretiva. Após aprovação nas duas casas, o projeto segue para sanção presidencial.
Outro fator que influencia o andamento é a capacidade de articulação política em torno da proposta, especialmente para demonstrar que o piso pode ser implementado sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
Hoje, o Brasil conta com mais de 400 mil farmacêuticos em atividade, presentes em farmácias, hospitais, laboratórios e serviços públicos de saúde. A criação de um piso nacional é vista como uma medida de valorização profissional, mas sua efetivação depende do cumprimento de exigências técnicas e legais próprias do processo legislativo.
Em resumo:
O piso salarial dos farmacêuticos não depende apenas de mobilização ou apoio político, o principal desafio neste momento é comprovar que ele pode ser aplicado, especialmente no setor público, sem gerar desequilíbrio financeiro.

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